Estamos em 2026 e a Apple reorganizou completamente sua linha de tablets. Se antes a escolha era óbvia (o barato era muito fraco e o caro era muito forte), hoje a linha se tornou tênue. De um lado do ringue, temos o renovado iPad de 11 polegadas (A16), o modelo de entrada que herdou o design moderno e abandonou o botão Home. Do outro, o iPad Air (M3), que basicamente se tornou um computador desktop preso num corpo de alumínio de 6mm.
Para o consumidor comum, estudante ou profissional liberal, a dúvida é cruel: “Vale a pena pagar quase 40% a mais pelo modelo Air, ou o iPad ‘normal’ já faz tudo o que eu preciso?”.
Essa não é apenas uma comparação de especificações. É uma batalha de experiências. É a diferença entre ter um tablet para consumir conteúdo e um tablet para criar o futuro. Neste comparativo definitivo do Hora Tech, vamos dissecar cada pixel, cada núcleo de processamento e cada acessório compatível para que você não jogue dinheiro fora.

Design e Tela: O detalhe invisível que muda tudo (Laminação)
À primeira vista, eles parecem gêmeos idênticos. Ambos têm 11 polegadas, bordas simétricas, construção em alumínio reciclado e conector USB-C. Se você colocar os dois desligados sobre a mesa, dificilmente saberá qual é qual, exceto pelas opções de cores mais vibrantes no modelo de entrada.
Mas a mágica (ou a decepção) acontece quando você liga a tela e toca nela.
O Fator Laminação
A diferença iPad A16 e iPad Air M3 mais gritante não está no processador, mas na construção do display.
- iPad Air (M3): Possui uma tela totalmente laminada. Isso significa que o painel de pixels LCD, o sensor de toque e o vidro frontal são fundidos em uma peça única.
- Sensação: Segurar o iPad Air M3 é como segurar um pedaço de vidro mágico; a imagem parece estar impressa na superfície. Quando você toca, você toca no pixel.
- iPad (A16): Possui uma tela não laminada. Existe um pequeno vão de ar (gap) entre o vidro onde você toca e a tela onde a imagem aparece.
- Sensação: Você sente que existe uma barreira, uma profundidade oca. Ao bater a ponta da caneta, faz um barulho mais “oco” (toc-toc).
Antirreflexo e Cores P3
Além disso, o iPad Air conta com revestimento antirreflexo. Se você é um estudante que pretende ler PDFs sentado num banco de praça ou numa sala de aula com luzes fluorescentes fortes no teto, o iPad Air se comporta muito melhor. O iPad A16 reflete como um espelho.
Quanto às cores, o Air suporta a gama P3 (mais cores, ideal para fotógrafos), enquanto o iPad A16 fica no sRGB padrão. Para ver Netflix? Quase imperceptível. Para editar fotos profissionalmente? O Air ganha disparado.

Desempenho: Chip A16 (iPhone) vs Chip M3 (MacBook)
Aqui a Apple separou os meninos dos adultos. Embora ambos sejam incrivelmente rápidos e rodem o iPadOS com fluidez, o motor debaixo do capô tem origens diferentes.
iPad A16: O Coração do iPhone
O modelo de entrada traz o Chip A16 Bionic. É o mesmo processador que equipava os iPhones Pro de gerações passadas.
- Desempenho Real: Ele voa em tarefas móveis. Abrir Instagram, TikTok, navegar na web com 20 abas, editar vídeos leves no CapCut e jogar jogos casuais. Ele não engasga.
- Neural Engine: Com 16 núcleos, ele lida bem com recursos de IA básica, como separar o fundo da foto ou tradução em tempo real.
iPad Air M3: O Coração do Mac
O iPad Air traz o Chip M3, o mesmo silício encontrado nos iMacs e MacBooks Pro.
- Desempenho Bruto: Estamos falando de uma arquitetura de desktop. O Chip M3 vs A16 Bionic representa um salto de gráfico e processamento bruto.
- Ray Tracing e Mesh Shading: O M3 habilita tecnologias de jogos de console. Jogar Resident Evil Village ou Death Stranding no iPad Air é uma experiência visualmente superior, com iluminação realista (Ray Tracing) acelerada por hardware.
Cenário Real (Estudante):
“Se você só vai ler PDFs, grifar textos no GoodNotes e assistir aulas, o iPad A16 sobra desempenho. Ele vai durar 5 anos fazendo isso sem suar. Mas se você quer editar vídeos 4K no DaVinci Resolve com várias camadas, renderizar modelos 3D ou jogar títulos AAA, o chip M3 do Air é obrigatório.”
Acessórios: A confusão das Canetas (Pencil Pro vs USB-C)
A Apple criou uma verdadeira salada mista na compatibilidade de acessórios em 2026. Preste muita atenção para não comprar o acessório errado.
Apple Pencil (A Caneta)
- iPad Air (M3): É compatível com a nova Apple Pencil Pro. Ela tem recursos avançados como o “apertar” (Squeeze) para trocar ferramentas, resposta tátil (vibra na mão) e rotação do pincel (Barrel Roll). Ideal para artistas sérios. Também aceita a Pencil USB-C.
- iPad (A16): Suporta apenas a Apple Pencil (USB-C) e a antiga 1ª Geração (que ninguém deve comprar mais).
- O problema: A Pencil USB-C não tem sensibilidade à pressão. Se você desenha e precisa fazer traços finos ou grossos dependendo da força da mão, o iPad de entrada não vai te atender bem com essa caneta.
Achou a Apple Pencil Pro muito cara ou a USB-C limitada? Existem canetas alternativas que funcionam no iPad Air e no iPad Base e custam uma fração do preço.
Melhores Canetas Stylus – Confira nosso guia de canetas baratas para estudantes.
Teclados
- iPad Air (M3): Usa o Magic Keyboard tradicional (aquele que deixa o iPad flutuando suspenso). É mais rígido, tem porta USB-C extra para carregar e iluminação nas teclas. Transforma o tablet num laptop rígido.
- iPad (A16): Usa o Magic Keyboard Folio. É um design de duas peças: uma capa traseira com suporte e um teclado destacável.
- Vantagem: Tem uma fileira de teclas de função (volume, brilho) que o Magic Keyboard do Air não tem (em versões antigas). É mais versátil para usar só como tablet, pois você arranca o teclado e fica com a capa de trás.
Para transformar qualquer um desses iPads em um notebook, você precisará de um bom teclado se não quiser pagar os preços astronômicos da Apple. Melhores Teclados e Mouses para Tablet – Veja nossa lista de teclados Logitech e Samsung que funcionam perfeitamente aqui.
Câmeras e Conectividade: Wi-Fi 6 vs 6E faz diferença?
Finalmente, a Apple ouviu as preces dos usuários. Ambos os modelos agora possuem a câmera frontal na borda horizontal (paisagem).
Isso significa que, ao fazer uma videochamada no Zoom ou FaceTime com o iPad apoiado na mesa, você olhará para o centro, e não parecerá que está olhando para o lado como nos iPads antigos. Ambos têm o recurso Center Stage (Palco Central), que segue seu rosto se você se mexer.
Na conectividade, o iPad A16 mantém o Wi-Fi 6, que é rapidíssimo e suficiente para 99% das casas brasileiras. O iPad Air M3 sobe para o Wi-Fi 6E. Na prática, a diferença só será notada se você tiver um roteador 6E caríssimo e uma internet de ultra velocidade (acima de 1Gbps) para transferências de arquivos locais pesados.
Veja nosso guia de melhores roteadores Wi-fi 6 e Mesh
Onde o Air ganha? Na porta USB-C. A porta do Air é muito mais rápida para transferir fotos e vídeos para um HD externo do que a porta do iPad de entrada.
Produtividade: Qual substitui melhor um notebook?
Aqui entra o software. O iPadOS tenta ser produtivo, mas o hardware dita as regras.
O grande divisor de águas se chama Stage Manager (Organizador Visual).
Esse recurso permite usar janelas sobrepostas, redimensionáveis, igual num PC ou Mac. Ele também permite conectar o iPad num monitor externo e usar a tela do monitor como uma área de trabalho estendida (não apenas espelhada).
- iPad Air (M3): Suporte total ao Stage Manager e Monitor Externo com resolução total. Você conecta o cabo HDMI/USB-C e tem duas telas independentes.
- iPad (A16): Suporta uma versão limitada do Stage Manager apenas na tela do próprio iPad. A conexão com monitor externo é apenas espelhamento (o que você vê no iPad aparece na TV com barras pretas laterais).
Se o seu objetivo é montar um setup de mesa chegando em casa, o Air é a única escolha viável.

Tabela Comparativa de Especificações (2025)
| Recurso | iPad (A16) | iPad Air (M3) | Vencedor |
| Processador | A16 Bionic (5 núcleos) | Apple M3 (8 núcleos) | iPad Air (Dobro de força) |
| Memória RAM | 4 GB* (Estimado) | 8 GB | iPad Air (Multitarefa real) |
| Tela | Liquid Retina (Não Laminada) | Liquid Retina (Laminada + P3) | iPad Air (Sem reflexo) |
| Armazenamento Base | 128 GB | 128 GB | Empate |
| Caneta | Pencil USB-C / 1ª Ger | Pencil Pro / USB-C | iPad Air (Recursos Pro) |
| Conexão | Wi-Fi 6 | Wi-Fi 6E | iPad Air |
| Preço Médio | R$ 4.200 | R$ 7.000 | iPad A16 (Bolso agradece) |
Veredito Hora Tech: Qual vale o seu dinheiro?
A decisão entre iPad vs iPad Air em 2026 se resume a uma pergunta: o que você vai fazer com ele?
Compre o iPad de 11″ (A16) se:
- Você é estudante (Direito, Medicina, Ensino Médio) e o foco principal é leitura, resumos, anotações e consumo de mídia.
- O orçamento é prioridade. Com a economia em relação ao Air, você compra a caneta e o teclado.
- Você não se importa com o “barulho oco” da tela ao tocar.
- iPad para estudar vale a pena? Sim, este é o melhor tablet de estudos do mundo pelo preço.
Compre o iPad Air (M3) se:
- Você é artista, designer ou arquiteto. A tela laminada e o suporte à Apple Pencil Pro (com sensibilidade à pressão) são inegociáveis.
- Você quer longevidade. Os 8GB de RAM e o chip M3 garantem que este tablet receberá atualizações do iPadOS e rodará jogos pesados por 7 anos ou mais.
- Você pretende usar o iPad conectado a um monitor externo como substituto do computador.
- Você joga títulos AAA com Ray Tracing.
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FAQ – Perguntas Frequentes
1. As capas do iPad Air antigo servem no iPad Air M3 2025?
Geralmente não. Embora as dimensões sejam milimetricamente parecidas, a Apple costuma mudar a posição dos ímãs internos (para o recurso de hibernar/acordar) e a posição da câmera frontal mudou para a horizontal, o que pode afetar alguns cases. Compre capas específicas para o modelo 2025 (A16 ou M3).
2. O iPad Air carrega mais rápido?
Não necessariamente. Ambos vêm com adaptador USB-C de 20W na caixa. Porém, o iPad Air suporta carregamento mais rápido (até 30W ou mais) se você comprar um carregador de MacBook à parte, enquanto o iPad de entrada costuma limitar a velocidade de carga.
3. O iPad A16 tem Stage Manager?
Sim, mas de forma limitada. Devido à limitação de RAM e processamento, ele gerencia menos janelas e não suporta a extensão real para monitores externos (apenas espelhamento). Para a experiência “PC”, o Air M3 é necessário.
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